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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Saudade…





Saudade…

A saudade é um cavalo negro, que galopa pela noite escura,
Aparece e desaparece conforme as sombras da lua.

Em noites de lua cheia,
Surge desafiante sobre as colinas do peito,
Ergue-se imponente, dominando todo o horizonte
E relincha como a dor agonizante.

É um cavalo lindo e selvagem,
Que sabemos jamais conseguiremos domar,
Mas cuja enorme e estranha beleza,
Teima em provocar-nos o desejo.

Tenho o meu cavalo percorrendo incansável,
Os prados verdejantes e coloridos do meu ser...

Talvez porque nas noites de Verão,
O luar me pareça sempre maior.


Benvinda Neves
Julho 2013