sábado, 29 de fevereiro de 2020

Templo Budista Kadampa...


Seja qual for o lugar que escolhemos para viver,
levamos o que "somos"
quando nos mudamos para lá.
A cultura, as tradições e a fé vão connosco,
porque não deixamos de ser quem somos.

Tenho sempre este pensamento 
em relação a todas as pessoas de outros países
que vêm viver para cá.
Tenho também curiosidade 
em relação a culturas e costumes diferentes,
e gosto de tentar perceber e conhecer um bocadinho.

Visitamos hoje, por sugestão da amiga Belinha o
Templo Budista Kadampa...
situado na bonita paisagem verde de Sintra.

Um lugar onde, segundo nos disseram,
"todos são bem vindos"
e assim nos sentimos, 
enquanto visitamos a loja, a cafetaria,
o templo e o jardim.

Um espaço dedicado à espiritualidade
e ao cultivo da paz e da harmonia.

Para experimentar um dia deste 
uma sessão de meditação
e satisfazer a curiosidade.















Benvinda Neves




sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Paredão - de São João do Estoril a Cascais...


Paredão - de São João do Estoril
 a Cascais...

Lindo e tão relaxante - uma óptima opção
para um fim de dia.




















Benvinda Neves



Fevereiro quase a despedir-se...


Desejamos o Sol,
porque amamos a sua luz
e  adoramos sentir o seu calor.
É o sol que pinta o mundo de cores
e nos enche a alma de sonhos.

Fevereiro quase a despedir-se...

Cascais -  Praias da Condessa e Conceição.










Benvinda Neves

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Que aos 59, se sinta tão velho quanto eu...


Que mal vai o nosso sistema de saúde...
e que frustrados nos sentimos,
quando precisamos.

Marquei consulta com um cirurgião,
numa clínica privada, onde ele trabalhava,
mas com acordo com a ADSE,
visto ser o meu sistema de saúde.
Exames feitos - comprovado motivo das queixas,
fiquei a aguardar ser chamada, para a intervenção cirúrgica.
Telefonou-me uma ou duas semanas depois a assistente,
teria que esperar porque os privados
estavam em negociações com o estado
e não se sabia como ficariam os acordos da saúde.
Passado um mês liguei eu,
teria que aguardar porque os enfermeiros estavam em greve.
Mais um mês - e a senhora solicitou-me 
que não voltasse a ligar, que aguardasse
que seria contactada.
Mas não fui - e o médico entretanto reformou-se.

Levei os exames à médica de família,
que fez a minha inscrição via Net para o
hospital com consulta de especialidade.

Sete meses em lista de espera...
e quando finalmente chega o dia,
estamos quase duas horas na sala de espera 
e cerca de dez minutos no consultório.
Ouvi um doutor com cara de "nenuco," 
recém licenciado dizer:
"sabe já tem 59 anos e se não fosse o acidente,
deveria ter na mesma queixas de dor de coluna,
porque com essa idade toda a gente tem.
Além disso até consegue andar, 
muitos com o que você tem, não conseguem."
Frustrante - muito frustrante...

Vinha mentalmente a lamentar a tarde perdida
e a desilusão da expectativa que criei, 
quando vi um velhinho na casa dos oitenta e muitos,
enterrar o pé numa "bosta" enorme 
e subir para o autocarro com o pé cheio de caca.
Mandaram-no sair 
e o autocarro apinhado de gente, em hora de ponta,
 esperou que o senhor raspasse o sapato no lancil ali ao lado.

Puxa, pensei, enquanto ouvia uma multidão a rir,
"podia ter sido eu a pisar a porcaria,"
afinal o dia teria sido bem pior...

Não é um doutor com carinha de "nenuco"
que me arranja a "marreca",
mas muito menos que me tira o sorriso.

Tchim... tchim... doutor
"desejo que aos 59,
se sinta tão velho quanto eu"...





Benvinda Neves




quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020