domingo, 21 de junho de 2026

"Ilha do Pico"...

Despedimo-nos da segunda maior ilha do arquipélago:

"Ilha do Pico"...

com a sensação de que ali é grande a luta pela sobrevivência.

Os residentes tiveram que desbravar pedras para chegar ao solo.

Com as pedras construíram currais, 

que protegem as suas vinhas dos ventos do mar 

e as aquecem conservando o calor do sol

e tornando possível  vida, onde nada parecia nascer.

Gente destemida, que talvez o desespero,

levava ao mar em barcaças minúsculas,

onde caçavam baleias, que eram o sustento da família.

A vida mudou e hoje possivelmente a vida é um pouco mais fácil,

mas acredito que a coragem e a resiliência 

sejam genes transmitidos por gerações.

Como nos disse um ilhéu:

"O Pico não se visita, o Pico sente-se".

É sem duvida uma ilha diferente das demais.
























Benvinda Neves

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