sábado, 20 de abril de 2019

"Interior do Palácio das Necessidades"...


Gosto sempre muito de visitar monumentos
e de fazer registos sobre os lugares visitados.
Depois de mostrar as fachadas,
a cozinha e a biblioteca,
apresento hoje um bocadinho do 
"Interior do Palácio das Necessidades"...

Tão belo este conjunto de edifícios, 
do século XVIII,
da autoria de diversos arquitectos,
atribuindo-se o projecto do palácio,
 ao italiano Giovanni Servandoni,
que D. João V terá expulsado do país, por usar um insígnia 
da Ordem de Cristo, quando o Rei era contra.

Devoto da Santa,
que acreditava o curava na hora das doenças,
apropriou-se o Rei D. João V 
 da imagem Nossa Senhora da Saúde,
ou Nossa Senhora das Necessidades,
da capela e terras.

Mandou aí erguer uma ermida, 
um Palácio para morar perto da imagem
e o Convento que doou à congregação do Oratório,
com o propósito de ensinarem 
doutrina Cristã, gramática, retórica, teologia moral e filosofia.

Não chegou o palácio a ser habitado por D. João V,
que faleceu, mas sim por seus irmãos,
servindo também de residência 
a ilustres visitantes de outras cortes.
As grandes obras de adaptação a residência real,
foram mandadas executar por 
D. Pedro, duque de Bragança,
para receber a sua filha, D. Maria II.

O segundo marido de D. Maria II,
D. Fernando II, primo do marido da rainha de Inglaterra, 
 mandou executar obras de remodelação
embelezando os interiores com estuques, talha e pinturas.
D. Pedro V e D. Carlos I,
querendo agradar as esposas,
contribuíram também para o embelezamento 
do palácio e seus jardins.

Foi residência real de D. Maria II, D. Pedro V,
D. Carlos I e D. Manuel II
Resistiu ao grande terramoto de 1755,
ficou vazio entre 1910, altura em que foi
proclamada a Republica, 
tendo sido ocupado em 1950, pelo 
Ministério dos Negócios Estrangeiros,
que ali funciona.

Abriu excepcionalmente as portas,
para uma visita de trinta pessoas,
assinalando o 
bicentenário do nascimento 
da Rainha D. Maria II

Maravilhosas salas, 
que não conservam o mobiliário inicial,
porque muitos pertences foram com o rei exilado
e por terem sido adaptadas a lugar de trabalho,
mas mantêm a traça original.






























Benvinda Neves



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