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domingo, 21 de abril de 2013

Silêncios...

Há Silêncios Forçados e Silêncios Desejados...



Depois que se retiraram os convidados,
Eis que dou conta desta falta repentina de barulho
E a casa por momentos, torna-se grande e vazia.
A mudança rápida parece estranha,
Mas ao mesmo tempo desejada,
Pois anseio aquele que é o meu delicado ambiente habitual.

Estava aqui mergulhada na inconsciência de pensar…
Quando conclui que os silêncios
Têm corpos, formas, cheiros e sentires.
Os silêncios nascem de ausências,
Forçadas ou desejadas.
Há silêncios que precisam ser ditos, 
para que façam sentido,
Pois um silêncio para ser apreciado, 
Tem que ser compreendido e ansiado.

Há silêncios ingratos que são ecos,
Que se propagam a partir do coração
E abanam todo o corpo,
Repetindo como falsas algumas horas de paixão.

Há silêncios de saudade, 
povoados de imagens de seres que amamos
Mas que por razões diversas não podemos abraçar.
Por isso os silêncios têm corpos, 
rostos, expressões, cheiros
E sentires.

E há silêncios desejados e procurados,
Que surgem da necessidade de nos escutarmos.
De ouvirmos o nosso íntimo
para reencontrarmos o equilíbrio.

Nesses silêncios
Acertarmo-nos pelo compasso do nosso coração
E retomamos a linha da partida,
Prontos para nova corrida.


Benvinda Neves
Abril 2013