Sempre muito bom,
um jantar entre amigos, em São João do Estoril no
"Restaurante Taj a Palhota"...
Um restaurante de comida Indiana que gosto muito.
Benvinda Neves
Sempre muito bom,
um jantar entre amigos, em São João do Estoril no
"Restaurante Taj a Palhota"...
Um restaurante de comida Indiana que gosto muito.
Benvinda Neves
Não me imagino a morar longe do mar,
de certo descobriria outro curso de água com que me identificar.
Embora toda a natureza me influencie,
é sem duvida o Mar o elemento que me regenera e trás paz.
Mesmo nos dias mais stressantes,
como foram estes últimos, por causa das JMJ,
caminhar junto ao mar antes de iniciar o trabalho,
renova-me as energias e faz com que o dia corra melhor.
As imagens são de ontem, do
"nascer do dia na Marina de Oeiras"...
Hoje, bem mais calma,
inicio umas bem merecidas FÉRIAS.
Benvinda Neves
Opinião...
Tive uma querida amiga, de quem tenho muitas saudades,
que me dizia que a frase que melhor me definia era:
"Preferes perder um amigo,
que perder a oportunidade de dizeres o que pensas".
Na euforia do presente em que o país ficou histérico
com as Jornadas da Juventude,
vou fazer jus à descrição dessa falecida amiga
e dizer que não comungo de onda coletiva.
Nada contra a vinda do Papa a Lisboa,
nada contra a vinda da juventude,
nada contra os milhares de peregrinos que se esperam.
O que me choca é a mistura entre Estado e Igreja
e os políticos decidirem que o Estado tem obrigação de pagar
um evento gigantesco da vontade da Igreja,
mas custeado e organizado pelas autarquias.
Os custos milionários nem sequer são os apresentados,
porque não é mencionado nesse orçamento
os meses que centenas de funcionários trabalharam para o evento.
Somos um país onde a maioria dos reformados,
com mais de quarenta anos de descontos,
ganham reformas abaixo do ordenado mínimo,
morrem sem cuidados médicos, porque têm que optar
entre comer ou comprar medicação, vivem em casas velhas sem aquecimentos,
os jovens formados são obrigados a emigrar para terem ordenados decentes,
ou vivem com os pais eternamente
e depois vergonhosamente são esbanjados milhões
para satisfazer uma semana de orgulho e vaidade de alguns.
Isto nada tem a ver com fé e cristianismo.
Fé é cada velho deste país acreditar que amanhã ainda vai ter pão para comer
e que não vai precisar de médico, porque sabe que não o vai ter.
Fé são os jovens deste país acreditarem
que vão ter salário decente no final dos seus cursos
e vão poder ter as suas casa e constituírem família.
Cristianismo era gastarem todos esses milhões na luta contra a pobreza,
e no desenvolvimento de um país que continua na cauda da Europa.
Cristianismo era esses milhões servirem para salvar vidas
de tantos emigrantes que fogem da guerra.
Tenho Fé - acredito em Deus
e faço por ser boa cristã no meu dia a dia.
A época medieval e a idade média há muito que se foram,
vivemos num Estado laico e democrata,
tem que haver separação de poderes.
Se fosse o encontro com um líder de outra religião, democraticamente,
também haveria tanto empenho dos políticos e autarquias?
É também tristemente um jogo de poder,
até os agnósticos aproveitam para se promoverem politicamente,
porque a onda coletivo assim o permite.
Aos Jovens, que não estão incluídos nesta minha critica,
desejo que se sintam iluminados pela fé que os trás,
felizes de viajar e conviver com tantos outros,
que como eles têm um mundo de sonhos e uma vida inteira para os viver.
Já a Igreja - não deveria fazer da religião ostentação,
não foram esses os ensinamentos de Cristo.
Deveria sim pensar em reformas profundas.
Vai ser muito dificil dormir esta noite,
"o Inferno, mais uma vez veio à terra"...
e tem lambido com fogo tudo aqui em redor.
O vale ainda arde e são pelo menos nove os carros de bombeiros,
que conto aqui da janela,
que continuam de vigia às chamas,
que ainda são grandes na zona de pinhal.
O vento continua forte
e claro que temos medo que as chamas
voltem a estar perto das casas.
Difícil respirar e manter os olhos abertos sem lacrimejarem,
tanto é o fumo e fuligem que temos em casa.
Mas temos que nos sentir gratos por as casas terem sido salvas
e gratos por haver gente que heroicamente combate as chamas.
Triste é haver quem é capaz de tamanha maldade,
sem escrúpulos, sem coração.
Enquanto este crime não for gravemente punido,
continuaremos a viver este flagelo.
Manhãs cinzentas, com céu carregado,
más para quem quer fazer praia,
mas boas para quem gosta de caminhar.
O mar espelhado, reflete o céu
e parece um lago infinito, de mil tons,
onde se perdem e nascem os pensamentos.
Como adoro esta calmaria.
"Amanhecer no Paredão de Cascais"...