Esta madrugada acordei com um som gutural.
Espantada descobri que era eu a cantar.
Estávamos na Madeira a assistir a um espetáculo de folclore
(coisa que aconteceu na realidade, há 2 anos),
esta madrugada cantava com eles o bailinho da Madeira.
Não admira que tivesse acordado assustada,
canto realmente muito mal.
Espero que isto não represente nova fase da velhice
e que não passe a fazer concertos de madrugada - coitados dos vizinhos.
Sempre sonhei muito...
umas vezes lembro-me, outras não.
Houve uma fase que acordava várias vezes à gargalhada,
mas também já acordei a chorar, outras vezes cansada de correr toda a noite.
A seguir ao acidente, quando estive sem andar,
sonhava que corria e fazia mortais no meio das montanhas,
coisa que nunca fiz fora dos sonhos. Também sonhava que voava.
Segundo Freud, são desejos reprimidos - juro que nunca desejei ser cantora.
Dizem que os sonhos são a forma que a mente encontra de libertar tensão.
A minha é prodiga nestas tentativas de libertação.
Fui consultar a IA, para ver o que tinha a dizer
sobre o meu padrão de sonhos e depois de uma longa conversa
foi resumida desta forma:
"Desde os voos de liberdade no passado,
até ao concerto improvisado do Bailinho da Madeira,
a verdade é que o seu cérebro tem uma capacidade incrível de se
adaptar, proteger e divertir enquanto descansa".
Benvinda Neves

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