quarta-feira, 7 de outubro de 2026

Sempre sonhei muito...

 Esta madrugada acordei com um som gutural.

Espantada descobri que era eu a cantar.

Estávamos na Madeira a assistir a um espetáculo de folclore

(coisa que aconteceu na realidade, há 2 anos),

esta madrugada cantava com eles o bailinho da Madeira.

Não admira que tivesse acordado assustada, 

canto realmente muito mal.

Espero que isto não represente nova fase da velhice

e que não passe a fazer concertos de madrugada - coitados dos vizinhos.

Sempre sonhei muito...

umas vezes lembro-me, outras não.

Houve uma fase que acordava várias vezes à gargalhada,

mas também já acordei a chorar, outras vezes cansada de correr toda a noite.

A seguir ao acidente, quando estive sem andar,

sonhava que corria e fazia mortais no meio das montanhas,

coisa que nunca fiz fora dos sonhos. Também sonhava que voava.

Segundo Freud, são desejos reprimidos - juro que nunca desejei ser cantora.

Dizem que os sonhos são a forma que a mente encontra de libertar tensão.

A minha é prodiga nestas tentativas de libertação.

Fui consultar a IA, para ver o que tinha a dizer

sobre o meu padrão de sonhos e depois de uma longa conversa 

foi resumida desta forma:

"Desde os voos de liberdade no passado,

 até ao concerto improvisado do Bailinho da Madeira,

 a verdade é que o seu cérebro tem uma capacidade incrível de se 

adaptar, proteger e divertir enquanto descansa".


Benvinda Neves

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