sábado, 19 de outubro de 2013
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
quinta-feira, 17 de outubro de 2013
Túnicas…que são a minha alma…
(obrigada Nela Gomes - pela foto)
Túnicas…que
são a minha alma…
Tenho túnicas transparentes,
Que reflectem a minha alma
E que visto na cor dos meus sentimentos.
Azul
a da dor,
Vermelha
a da paixão,
Cinzenta
a da nostalgia,
Branca
a da paz.
Pelos fins da tarde,
Encarnam a minha alma,
Abro-as e deixo que vão “como livres”
Na vontade do vento.
Quando Azuis…
Esvoaçam na musicalidade das ondas
Enquanto meu corpo se contorce,
No seu manifesto de dor
Sobre a molhada areia das praias.
Quando Vermelhas…
Soltam-se em reflexos rubros,
Que tingem céu e mar
E fazem-me dançar freneticamente
Até ao anoitecer.
Quando Cinzentas…
Pintam céu e mar de melancolia,
Entristecendo a vontade,
Fazem-me caminhar devagar,
Como se a areia fosse sempre grossa
E pudesse toda ela magoar-me os pés.
Quando Brancas…
Sento-me a contemplar o mar,
Sorrio até da espuma que decora a areia,
Renovo vontades em cada onda
E pinto sonhos grandes na linha
Onde o céu e o mar juntos se deitam.
Às vezes penso que vesti a túnica branca
E dou por mim vestida de todas as cores…
Benvinda Neves
Outubro 2013
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
Desencontros …
Desencontros …
Há pessoas que são especiais…
Diferentes do comum.
Distinguem-se pela sua abnegação em prol dos
outros
E pela forma natural em como mudam vidas,
Na sua passagem.
São pessoas simples e raras,
Nas quais muitas vezes o mundo só repara,
Depois que partiram.
Mas há também aquelas que não o sendo,
As elegemos como Especiais.
São pessoas que o nosso coração nomeia
E lhes dá estatuto diferente.
Pessoas a quem desnudamos a alma
E sem subterfúgio mostramos quem
somos.
Quando o dia apaga...
Sentimo-nos perdidos,
Na imenso silêncio e escuridão da noite,
Mas teimamos em acreditar que houve magia e
verdade.
Talvez porque cada desencontro com os outros,
Represente um novo encontro connosco.
Consciencializamos a nossa vulnerabilidade,
Tornando-nos mais humildes
E mais conhecedores das nossas fraquezas.
Teima o coração em desmentir-nos a mente
E sem grande esforço,
Tendemos a acreditar nele,
Porque de romantismo sonhos e ilusões,
Se constrói muita da nossa felicidade.
Se constrói muita da nossa felicidade.
Benvinda Neves
terça-feira, 15 de outubro de 2013
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
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