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quinta-feira, 24 de julho de 2014

Férias…


Férias…

Podemos escolher mil formas de as viver,
mas esta é sempre uma palavra que tem a magia de nos abrir o rosto  num sorriso  cheio de imenso prazer.

Normalmente reparto por três períodos – um curto na Páscoa, um longo no Verão e outro curto em Novembro.

Quase sempre na Páscoa aproveito para fazer uma das coisas que mais gosto - viajar.
Os preços ainda são em conta e o tempo já aqueceu o suficiente para se poderem percorrer as ruas das cidades, sem chuva nem demasiado calor.
Dependendo do lugar se escolhem também o número de dias – pois o orçamento tem a voz principal nesta questão.
Quanto mais diferente for a cultura em relação à nossa – maior a vontade que tenho de ir. Adoro tudo o que seja “mundo novo”.

As férias de Verão são sempre as mais longas.
Por norma a casa enche-se – pois tenho uma mana que vive nas terras frias da Dinamarca e vem todos os anos com a família, procurar o nosso belo clima.
Quando éramos (todos) mais jovens a casa enchia ainda mais, pois além da família havia sempre espaço para mais uns colchões para alojar amigos.
Como disse uma vez por brincadeira o cunhado “este é o hotel mais concorrido de Cascais” – tem sempre lotação esgotada.
É a altura do ano mais descontraída – qualquer “trapinho” serve para ir até a uma das praias. Uns calções, umas chinelas e estamos prontos para mais umas horas de preguiça temperadas por uns mergulhos nas nossas águas “geladinhas”.
A esta indumentária junta-se o espírito prático – tenho um “interruptor” que desliga automaticamente nesta altura e que me faz esquecer que esta é a casa que gosto de ver impecavelmente arrumada e limpa o resto do ano.
Durante cerca de um mês é um autêntico acampamento de Verão.
É também a altura das longas conversas ao redor da mesa - entre brindes e petiscos se recordam tempos idos e se abre a alma em partilha. A mesa é dos melhores lugares para conviver. Cozinhar para alguém é sempre uma prova de carinho. Capricha-se mais nas ocasiões especiais.
Guardo sempre três ou quatro dias do final para “normalizar” – de forma que o regresso à rotina diária não seja abrupto.

Em Novembro institui a semana do meu aniversário como “sagrada”.
Saboreio este último período de férias como uma deliciosa sobremesa.
O dia de aniversário deveria ser especial para todos, pois sinto que a vida é um grande privilégio.
Nunca trabalhei no meu dia de anos – sempre guardei um dia de férias para gozar esse dia. Depois começou a saber a pouco…e de há uns bons anos para cá passou a ser uma semana inteira.
Com o gostinho por esta semana calma de Outono contagiei dois dos meus manos que se têm juntado a mim. Com gostos muito semelhantes temos desfrutado do prazer de “viajar cá dentro” – e aproveitado a conhecer melhor o nosso Portugal, sem as enchentes e os preços proibitivos da época alta.

Mas viajando ou ficando pelas praias da nossa Costa, Férias são sempre ansiadas e vividas com sofreguidão.
Como dizia no outro dia é uma palavra cheia de musicalidade, que tenha o ritmo que tiver, dá sempre vontade de dançar…

Boas Férias.

Benvinda Neves
Julho 2014