quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Maravilhoso Final de Dia - Praia do Guincho

Maravilhoso Final de Dia - Praia do Guincho
um final de dia contem sempre todas as cores da Paixão...









Benvinda Neves

domingo, 8 de setembro de 2013

Diz-me o vento…



Diz-me o vento…

Está ameno, este final de dia,
Uma temperatura agradável, 
Com um vento ligeiramente vigoroso.

Estou sentada fora
E sem grande esforço,
Fecho os olhos e deixo-me ir…

Esta brisa meio-forte é como as mãos do tempo,
Que me percorrem o corpo cansado, 
Que tão bem conhecem
E o sossegam devolvendo-lhe serenidade.

São dedos companheiros os que me alisam os cabelos
E me transformam o rosto num sorriso de prazer.

Este leve-frio, é como beijo em corpo nu,
Arrepia e Injecta paixão.

Diz-me o vento,
Que a vida pode ser lida em todas as linguagens,
Depende apenas do nosso desejo e vontade.

Sabe bem este despertar…
Que o arrepiar do vento  me contagie sempre de prazer.

Benvinda Neves
Setembro 2013

Despedida em tons de paixão...

Despedida em tons de paixão...







Benvinda Neves







quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Porque voltam os Pássaros que soltamos?…

(imagem que tirei no paredão de Cascais, 
num dia em que céu e mar estavam pejados de gaivotas 
- vê-se a outra margem)


Porque voltam os Pássaros que soltamos?…

Há alturas em que dizemos que não temos palavras,
Porque temos consciência que todas as palavras
Serão pobres para descrever o que sentimos.

Tenho árvores a crescer cá dentro,
Carregadas de folhas verdes,
Que se ramificam por todo o meu corpo
E formam bosques frondosos de calmaria.

Possuo riachos que escorregam de prazer,
E enchem o meu interior de sons, frescura e cor.

Mas detenho também pássaros tristes,
Que se cansam de águas calmas e bosques verdes
E procuram enseadas junto ao mar.
Voam e chilreiam como jovens insatisfeitos,
À procura de se libertarem.

Por quanto tempo vivem pássaros que prendemos?

Tenho pássaros tristes que não querem estar presos.
Mas porque voltam cada vez que os quero soltar?

Benvinda Neves
Setembro 2013

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Laranja é cor de Verão

Laranja é cor de Verão




(esta é a bela imagem que tive o privilégio de 
apreciar, enquanto jantava - magnifica esta janela)

Benvinda Neves

O que é um elevador?



O que é um elevador?

Um elevador é um compartimento minúsculo, metálico, com cerca de um metro quadrado, que possui personalidade própria, acutilante espirito crítico e que tem também o "grande poder" de me tirar do estado de transe logo pela manhã.

Felizmente (em alguns dias) que este espaço pequenino, onde entro maquinalmente, possui um espelho que fala e se ri, nas manhãs em que o despertador e o banho não foram suficientemente fortes para me trazer de volta à "selva quotidiana".

Como um autómato, acendo a luz da escada, carrego e botão do elevador e enquanto ele chega, rodo a chave nas suas quatro voltas - isto é o "ram-ram" final, da rotina diária da primeira hora que inicia os meus dias.

Mas há dias  "especiais" como o de hoje que só acordo "mesmo", quando aquele espelho grande, mas nem sempre suficiente, me olha e se ri na minha cara, enquanto me diz entre gargalhadas:
 " Que é isso?! Hoje vais assim para o trabalho?!"

Lá está a mola colorida no topo da cabeça, que deveria ter ficado na gaveta das escovas, pois o seu reinado acaba quando dou por terminado o penteado. Claro que não acabei de me pentear...
Como não acabei no outro dia de me maquilhar...e um olho parecia maior que outro.
Ou como aquele dia em que este "bendito-espelho" me disse:
"Hoje estás mais baixinha"…
 "Opssss… não de troquei os chinelos de casa pelos sapatos... Volta a subir.

Esqueceram-se de fazer este “magnifico” do tamanho da parede e já aconteceu que num dos dias em que não fez comentários passei pela triste figura de me sentir incomodada por olhares alheios.
- Braguilha - confirmada, está fechada...
- Peito - confirmado, todos os botões da camisa estão fechados...
- Pés - está tudo certo, troquei para os sapatos...
Mas porque "raio" na paragem tudo me olha pelo cantinho do olho?!
Belo, mesmo na hora em que chega o autocarro reparo que vou subir a segurar religiosamente, o saco-do-lixo meio transparente. A procura do contentor valeu a espera de mais 15 ou 20 minutos até passar o próximo - uma forma de despertar contra-natura, que me deixa neura.

A culpa? 
Minha ou dos meus mais de cinquenta anos, que não concluem nenhuma tarefa sem a interromper uma dúzia de vezes?
Claro que não. 
A culpa é da criatura que colocou aquele espelho no elevador e o fez grande, mas não o suficiente, pois dá pela minha cintura, quando me devia abarcar até aos pés.

Será que não percebem que o elevador é aquele ser que nos “espiolha” com seu espirito-critico e nos diz como estamos antes que o mundo nos veja?


Benvinda Neves

Setembro 2013




quinta-feira, 29 de agosto de 2013

mais um sol no horizonte...

mais um sol no horizonte...





Benvinda Neves


o encanto de mais um dia a nascer...

o encanto de mais um dia a nascer...





(nunca estamos sós...)

Benvinda Neves


Poema inacabado…



Poema inacabado…

Quando o segunda pessoa do verbo
É conjugada na negativa, não há sonho que se realize.

Eu sim…tu não…
Significa sempre nós não.

E assim o nosso poema ficou pelo início…
E deixou o sabor das cantigas inacabadas.

Benvinda Neves