sexta-feira, 10 de abril de 2020

Casa Verdades de Faria - Museu da Música...


"Torre de São Patrício", 
um bonito edifício estilo romântico, 
situado no Monte Estoril,
mandado construir por Jorge O Neil em 1918
e é um projecto de Raul Lino.

Adquirido em 1942 por Enrique Mantero Belard,
foi deixado em testamento, à 
Câmara Municipal de Cascais,
pela sua esposa, 
Gertrudes Verdades de Faria,
para que ali se viesse a construir uma 
casa museu e um jardim publico.

Recordo com estas imagens 
a minha primeira caminhada com o grupo
"Passos com História"...
em 20/10/2018 com o tema:
"Casas de Veraneio do Monte Estoril".

Uma estreia, que me deixou "rendida"
a este grupo fantástico 
que promove caminhadas com história
e nos proporciona ainda excelentes convívios.

Um grande beijinho às suas criadoras,
as senhoras professoras:
Céu Santos e Tucha Candeias.

Saudades...

























Benvinda Neves



Saudades das cores, sons e cheiros da Primavera...


Saudades dos campos floridos 
e do chilrear dos pássaros
 na imensidão da paisagem.

Saudades das arribas coloridas de chorões,
que pendem até ao mar.

Saudades das cores, sons e cheiros
 da Primavera...

Saudades da musicalidade da natureza,
que é sempre poesia 
que me alimenta a alma.

Tão perto... e tão longe.

















Benvinda Neves



quinta-feira, 9 de abril de 2020

Vamos vencer...


Hoje estamos a receber os "Parabéns"
de representantes de diversos países,
pela forma exemplar,
como Portugal tem gerido internamente,
esta grande crise mundial provocada pelo 
covid 19 - Corona Vírus.

Não somos deuses e cometemos erros,
em alguns casos graves, mas de um modo geral, 
temos tido "timoneiros" à altura, que nos têm 
"mantido à tona e impedido que o barco afunde".
Como bons marinheiros,
remamos... remamos... remamos todos.

Desde os mais altos cargos, aos médicos, 
aos enfermeiros, aos cuidadores de saúde, 
aos padeiros, aos empregados de super mercado,
aos varredores - a todos 
a nossa vénia de humildes agradecimentos
por continuarem a arriscar diariamente,
para que não nos falte nada e o país não pare.

Li e ouvi na TV, sobre as razões
que os outros encontram 
para estarmos a ser uma excepção. 
Não vou discordar de nenhuma,
quer a localização geográfica, o bom senso (uno) politico,
o termos fechado cedo as escolas
 e os estabelecimentos comerciais,
são motivos que todos juntos têm peso nos números.

Acresce acrescentar à analise
 o bom senso e a parte 
Humana dos portugueses...
Quase todos voluntariamente se isolaram, 
antes que lhes fosse imposto.
Não há quem não se tenha disponibilizado 
para fazer compras a um vizinho velho ou doente
e não falta a solidariedade  dos apoios Camarários,
que têm sido incansaveis na ajuda à população,
levando comida e medicamentos 
até aos lugares mais ermos - para proteger quem precisa.

Somos um povo de Afectos... 
no nosso isolamento consciente e necessário,
"choramos a saudade dos amigos, 
a falta dos dos seus beijos e abraços
e dos muitos momentos de convívio".
É de momento o nosso Fado...

Mas também  somos fortes e cantamos a uma só voz:
"Heróis do Mar, nobre Povo, 
Nação Valente e Imortal"...

Vamos vencer.


Benvinda Neves

quarta-feira, 8 de abril de 2020

Tolerância de Ponto...


Tolerância de Ponto...
para amanhã quinta feira Santa 
e para segunda feira - grande loucura...
nunca tal tinha acontecido!!!

Ehehehhe... 
mal podemos conter o riso.
Ironia do destino...
Já não sei qual a parte da casa 
onde passei menos tempo.

(Puxa, nunca estamos contentes com nada). 


Benvinda Neves

Amizade não tem egoísmo, nem em momento de crise...


É nas mensagens mais simples,
que percebemos muitas vezes
o "quanto gostam de nós".

Desde que estamos em quarentena, 
tenho o cuidado de ligar mais vezes
para alguns amigos que sei que estão sozinhos
e para os que adivinho,
 "têm muita dificuldade em ficar em casa."
No topo dessa "minha lista,
está a amiga São.

Há três ou quatro dias,
fui surpreendida quando me disse:
"ai amiga, tenho pensado tanto em ti...
Se para mim é tão dificil estar em casa,
nem imagino o dificil que será para ti"...

Rimo-nos imenso...

Mas esta simples frase 
em troca da minha preocupação,
significa que 
Amizade não tem egoísmo,
nem em momento de crise...

Beijinhos São,
"porta-te bem" amiga,
 porque gosto muito de ti.


Benvinda Neves




terça-feira, 7 de abril de 2020

Cresce-nos o desejo imenso de "Liberdade"...


Num passado, não muito distante,
cometíamos a "loucura" de percorrer as ruas
só  pelo prazer de andar...

Confinados aos pequenos espaços que habitamos,
os dias confundem-se
e enquanto olhamos pela janela,
cresce-nos o desejo imenso de 
"Liberdade"...

Não há alternativa,
mas temos que ser bastante racionais,
para resistir ao impulso de um dia de sol.
Bem sei que há quem não resista,
mas é um acto de egoísmo enorme.
Temos o Dever de Cumprir,
em nome do bem colectivo.

Apropria-se o ditado:
"Só damos valor ao que temos,
quando perdemos"...
Para a maioria de nós, 
nunca a palavra Liberdade foi 
tão acalentada.

Imagens do final do dia 12 de Fevereiro, 
na Praia da Conceição.









Benvinda Neves

segunda-feira, 6 de abril de 2020

A pé pelo Paredão até Cascais...


Faz de conta que vim do trabalho
e saí do comboio no Estoril, para  vir
a pé pelo Paredão até Cascais...

Dia chuvoso e muito cinzento, 
como o de hoje
(as imagens são de 12 de Fevereiro),
mas ainda assim, valeu a tentação
de o percorrer e admirar o mar revolto.

O Mar... esse grande calmante 
e  fonte de inspiração - sempre admirável.

Saudades do mar, do cheiro da maresia
do vento e dos borrifos na cara...















Benvinda Neves




domingo, 5 de abril de 2020

Receio muito que nos habituemos todos à solidão...

Pensamentos...

Tive que ir ao multibanco fazer um pagamento,
fui cedinho, para ter a certeza 
que me cruzaria com poucas ou nenhumas pessoas.

Quando lá cheguei, reparei que não havia fila 
para entrar no super-mercado,
pelo que resolvi aproveitar essa sorte incrível
e fui-me reabastecer de fruta e legumes.

No balcão da charcutaria uma simpática empregada,
dizia a uma octogenária:
 "a senhora devia estar em casa 
e vir alguém fazer-lhe as compras,"
enquanto a velhinha respondia 
"mas eu vivo sozinha 
e sou sempre eu que faço as minhas compras."

Apesar de ser manhã cedo,
os expositores dos legumes estavam quase vazios.
Parte das pessoas com quem me cruzei,
faziam o mesmo que eu - "mantinham a distancia."
Vi os que agem como - "não se passa nada"
e quem se vista como se viesse do "espaço":
bata, luvas, viseira, máscara, tudo branco - e carrinho das compras.

Tinha pressa de voltar a casa
porque a gente até já se "sente mal"
quando tem mesmo que sair

De regresso olhei o campo e junto ao passeio
estava um "montinho de papoilas lilases"
que balançavam à chuva e ao vento.
Não resisti a admirar a sua beleza,
 adoro papoilas,
e senti-me tão ridícula a descalçar a luva 
para as poder fotografar,
que quase tive vontade de chorar...

Como mudou o mundo!!!!
Temos medo de sair à rua, sabemos que não devemos,
afastamo-nos de todos com quem nos cruzamos,
sentimo-nos sortudos
 quando não temos fila para as compras
e no meio disto tudo tanto velhinho 
que continua a quebrar a sua solidão
 com uma ida ao super-mercado.
Porque são os nossos velhos "teimosos",
como ouço tantas vezes nas noticias?
Todos sabemos: 
"Porque também se morre de solidão"...

Será que o mundo voltará a ser igual?
Talvez não... talvez sim - porque esquecemos facilmente.

Receio muito 
que nos habituemos todos à solidão...





Benvinda Neves