quinta-feira, 5 de julho de 2018

Parque dos Poetas...


Todas as vezes que passeio no 
Parque dos Poetas...
(e vou com alguma frequência,
embora a minha área de residência seja na direcção contrária),
pergunto a mim mesma a razão 
de um lugar tão bonito estar sempre tão vazio.

Tem uma zona residencial tão grande em redor,
seria de esperar que tivesse muita procura.

Encontro sempre as mesmas respostas,
"a falta de infra-estruturas" 
e de uma esplanada ou uma gelataria,
torna o lugar pouco apelativo.

Na hora que apetece sentar a lanchar 
ou refrescar com uma bebida,
saímos do parque,
porque efectivamente ali só há paisagem.

É uma pena - pois é uma obra tão bonita,
 que merecia ser mais usufruída.

Bebedouros, instalações sanitárias
e uma esplanada de certeza 
trariam o "milagre da multiplicação."















Benvinda Neves



É preciso acreditar...


Desistimos às vezes do que amamos,
não porque deixamos de repente de amar,
mas porque vamos deixando de acreditar.

A fé é a grande impulsionadora 
das nossas vidas.
Se acreditamos - movemos montanhas 
e empenhamos todo o nosso ser.

Quando deixamos de acreditar...
vai morrendo lentamente o encanto
e nascendo um vazio enorme,
enquanto nos desprendemos.

É triste o esvaziar da alma... 
porque significa a morte dos nossos sonhos.
Mas mais triste  é teimarmos em amar
o que nos fere e espezinha 
em troca da dedicação.

É preciso conhecermos os nossos limites
e ter consciência que a nossa teimosia
pode ser também a nossa infelicidade.

Nem sempre somos o que os outros esperam de nós,
mas não podemos deixar de ser quem somos.
Podemos viver desacreditados dos outros,
mas nunca deixando de acreditar em nós.

Esvaziar a alma...
é também a oportunidade 
de a voltar a encher com novas verdades.

É preciso acreditar...


Benvinda Neves



quarta-feira, 4 de julho de 2018

Uma "louca pintura"...


Uma "louca pintura"...
num céu de Verão, 
que se tem confundido com Inverno.








Benvinda Neves



Mercado da Ribeira...


Passear por Lisboa,
para mim é percorrer ruas e vielas,
subir e descer
 e conhecer os vários recantos da cidade.

E foi assim, que vindo do Martim Moniz, 
subimos o Chiado, sentamo-nos um pouco no 
Miradouro de Santa Catarina,
descemos uma viela íngreme, velha e estreita
e desembocamos nas traseiras do
Mercado da Ribeira...

Como todos os mercados,
 teve que se adaptar aos novos tempos
 e em 2014, sofreu grandes obras de reabilitação. 
Embora tivesse intenção de visitar, ainda não o tinha feito.

A surpresa foi enorme...
nunca pensei que ia ver tanta gente naquele espaço.

É como um grande centro comercial,
dedicado à restauração.
Segundo li, o "Time  Out Market"
tem mais de trinta restaurantes 
e tem sido um grande sucesso, sobretudo para os turistas,
que gostam do conceito.

Confesso que não me seduz,
gosto de espaços mais intimistas. 

Mas não fiquei com duvidas em relação
às "tendências" e ao sucesso...












Benvinda Neves



terça-feira, 3 de julho de 2018

"Casa do Alentejo"...


É um edifício magnifico, 
contrastando a simplicidade do exterior,
com os riquíssimos pormenores da arquitectura interior.

Subimos a escadaria 
e desembocamos num pátio cheio de luz,
rodeado de arcos trabalhados, 
paredes revestidas a belíssimos azulejos,
cantarias luxuosamente decoradas,
janelas de sacada com gradeamentos trabalhados...
e é como entrar num palácio árabe.
Ficamos deslumbrados 
e indecisos no que mais apreciar.

Foi construído no final do século  XVII
e era conhecido por Palácio Paes do Amaral 
ou Palácio de Alverca, por os proprietários serem
 aristocratas de Alverca.

No inicio do século XX foi alugado a uma empresa
que o transformou no "Magestic Club",
o primeiro casino da capital.
Passada a fase de novidade e "esplendor", o edifício fechou,
tendo quatro anos mais tarde sido arrendado
 e depois adquirido pelo Grémio Alentejano, 
que passou anos depois a ter o nome actual de
"Casa do Alentejo"...
(sede da Associação Regionalista do Alentejana)
É orgulhosamente descrito como
património de todos os Alentejanos.

Ali se realizam actividades sócio-culturais
que promovem e divulgam o Alentejo.

Voltei a ir lá  almoçar com a amiga Paula Moniz,
pois  além do lugar bonito que descrevi,
é também calmo para sentar a conversar
enquanto se degusta um prato tipicamente alentejano.

Fica a sugestão para quem não conhece, 
pois é mais um dos lugares bonitos e históricos da capital,
que vale a pena conhecer.




























Benvinda Neves



Muitos anos de grande amizade, 
que a distancia não fez diminuir.