terça-feira, 2 de agosto de 2016

A importância das palavras...

"Queres vir comigo de barco?"
Perguntava-me o pescador, 
com ar de "maroto"
quando me viu por ali de olhos postos no mar.
"Não posso andar nestes barcos, tive um acidente,
mas tenho saudades"...

Foi simpático e solidário nas poucas palavras
e despedimos-nos com um sorriso e um adeus.

Nunca os outros entenderão 
as nossas razões, nem nós as deles, 
se não perguntarmos.

A importância das palavras...
Por poucas que sejam - são importantes
quando "julgamos os outros".

Pesca...
Uma arte que muito admiro e muito gosto.
Baía de Cascais ao final do dia.






















Benvinda Neves




segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Pela Ordem e pela Pátria...


Vi há pouco tempo,
 uma reportagem sobre a forma
como vivem muitos dos elementos 
que são agentes da policia
e embora não tenha sido novidade,
as imagens conseguiram chocar-me muito.

É dificil perceber as inúmeras vezes
que o Estado exige, 
quando é o primeiro que não cumpre.

Todos os cidadãos têm o direito 
a ser tratados com dignidade.

Pela Ordem e pela Pátria...

Um juramento que todos agradecemos,
e que nos trás confiança 
nas nossas forças policiais.

Fico satisfeita por saber
que nos últimos anos surgiram 
forças sindicais
 que reivindicam algumas mudanças.
Que se melhore as condições de trabalho,
e se ofereça dignidade 
a quem com honra veste uma farda.

Da esquadra de Belém,
um painel de azulejo 
(que dá para fotografar cá de fora)
e que mostra a evolução das
 Fardas da Policia em Portugal...







Benvinda Neves





"Jardim Botânico Tropical"...


Para concluir a visita de ontem,
falta-me falar sobre o 
"Jardim Colonial",
com o nome actual de 
"Jardim Botânico Tropical"...

São sete hectares, sendo cinco de parque botânico
 de espécies tropicais - aberto ao publico.
Foi construído como centro de estudo,
 intercâmbio cultural e experimentação de 
culturas coloniais, tendo também sido 
transferido para o Palácio dos Condes da Calheta
o Centro de Documentação e Informação
do Instituto de Investigação Cientifica Tropical.

Classificado como Monumento Nacional
e inserido numa zona nobre da cidade,
mesmo por trás do Jardim do Palácio da Presidência
e ao lado do Mosteiro dos Jerónimos,
é uma pena o desleixo
  que encontra quem visita o espaço.

Sou madrugadora - fui na hora de abertura
e reparei que todos o caixotes do lixo estavam atestados.
O espaço dedicado a Macau - é um carreiro de lama,
mas com os lagos sem água.
Há zonas do jardim completamente secas,
sem sistema de rega - nem as plantas
tropicais resistem sem água alguma.
Os edifícios estão todos degradados,
inclusive a estufa que não tem recuperação.

Triste - muito triste
eu e outros visitantes a quem ouvi
comentários de decepção.

Como escrevi ontem,
desejo que seja verdade que vai ser agregado
ao Jardim da Presidência da Republica,
para que o espaço tenha a dignidade merecida. 
Existem dois portões que ligam os dois jardins.

Do que mais gostei:
Das grandes árvores de troncos enormes,
que nos fazem sentir minúsculos,
dos muitos bustos com rostos africanos,
da casa da caça (embora só vista por fora),
da estufa com as árvores do café 
das muitas e muitas aves que por ali procriaram
e que caminham por todo o jardim
(pavões, patos, galinhas - cheios de filhotes)
da paz que se sente quando se entra num jardim,
mesmo no meio da cidade.


































Benvinda Neves