Ainda da visita de ontem, com Ligiaventuras,
depois do Cais do Sodré e Santa Apolónia, visitámos a
"Estação Ferroviária do Rossio"...
Foi encomendada pela
Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses,
a José Luís Monteiro, com o intuito de construir no centro da cidade,
uma estação monumental que nos representasse internacionalmente.
É lindo e imponente o edifício, de 1886-1887,
um exemplo da arquitetura em ferro do século XIX,
com fachadas com influencia neomanuelinas,
representadas nos rendilhados, nos arcos em ogiva e em ferraduras,
nas flores, pináculos, esferas armilares e na estatua de El Rei D. Sebastião.
No piso intermédio localiza-se a sala do rei (que não visitámos)
e no piso superior, onde circulam os comboios,
nas plataformas laterais, painéis de azulejo.
De um lado produtos de exportação,
como os vinhos, a cortiça, os bordados, as faianças, a fruta, etc.
de Lucien Donnat e Rogério Amaral,
do outro mitos e lendas da cidade de Lisboa, de Lima de Freitas.
A grande mestria de José Luís Monteiro
além de ter que vencer o grande desnível até à cota das plataformas,
foi também a construção do túnel com 2 ,613m de extensão,
que liga o Rossio à estação de Campolide.
Foi nesta estação que a 14 de Dezembro de 1918, morreu
o presidente da republica, Sidónio Pais vitima de atentado.
Esta é a ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra,
transportando diariamente milhares de passageiros.
Está classificada como Imóvel de Interesse Publico desde 1971



















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