domingo, 1 de março de 2026

"Estação Ferroviária do Rossio"...

Ainda da visita de ontem, com Ligiaventuras, 

depois do Cais do Sodré e Santa Apolónia, visitámos a

"Estação Ferroviária do Rossio"...

Foi encomendada pela

 Companhia Real dos Caminhos de Ferro Portugueses,

a José Luís Monteiro, com o intuito de construir no centro da cidade,

uma estação monumental que nos representasse internacionalmente.

É lindo e imponente o edifício, de 1886-1887,

um exemplo da arquitetura em ferro do século XIX,

com fachadas com influencia neomanuelinas,

representadas nos rendilhados, nos arcos em ogiva e em ferraduras,

nas flores, pináculos, esferas armilares e na estatua de El Rei D. Sebastião.

No piso intermédio localiza-se a sala do rei (que não visitámos)

e no piso superior, onde circulam os comboios,

nas plataformas laterais, painéis de azulejo.

De um lado produtos de exportação,

 como os vinhos, a cortiça, os bordados, as faianças, a fruta, etc.

de Lucien Donnat e Rogério Amaral, 

do outro mitos e lendas da cidade de Lisboa, de Lima de Freitas.

A grande mestria de José Luís Monteiro 

além de ter que vencer o grande desnível até à cota das plataformas,

foi também a construção do túnel com 2 ,613m de extensão,

que liga o Rossio à estação de Campolide.

Foi nesta estação que a 14 de Dezembro de 1918, morreu

 o presidente da republica, Sidónio Pais vitima de atentado.

 Esta é a ligação ferroviária entre Lisboa e Sintra,

transportando diariamente milhares de passageiros.

Está classificada como Imóvel de Interesse Publico desde 1971




















Benvinda Neves

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