Ontem foi dia de Carnaval
e ao contrário de outros anos,
não tive disposição para festas carnavalescas.
Sem computador, durante dois dias,
porque o disco resolveu pregar-me uma partida e "finou"
(quando é para correr mal, tudo ajuda),
peguei num croché interrompido há muito,
liguei a TV e passei uma tarde "de preguiça"
estendida no sofá.
Às vezes apetece-nos mesmo
é ficar sossegados, no nosso mundo.
Vi um excelente filme
sobre as grutas de Altamira
e assisti a umas quantas reportagens.
Entre elas, prendeu-me à atenção
uma em que uma jovem entrevistava um padre
e lhe perguntou o que ele achava sobre o Carnaval.
Muito curiosa a resposta do sacerdote,
que disse que é uma altura muito importante,
porque ao contrário do que parece,
as pessoas aproveitam para
"tirar as máscaras"...
que são obrigadas a usar todos os dias,
o ano inteiro.
Vivemos numa sociedade cheia de regras
em que o dia a dia laboral é limitador
e nos obriga a ser demasiado formais.
Segundo o olhar do padre,
esta é a altura da libertação,
de deixar de lado os fatos, as pastas e as gravatas
e ser realmente aquilo que lhe apetece.
Dá que pensar...
Nunca tinha olhado o Carnaval
nesta interessante perspectiva.
Benvinda Neves
Adoro a sua análise
ResponderEliminarMuito obrigada Paulo Sérgio.
EliminarDe facto às vezes temos tendência a olha o mundo de uma só perspectiva - olhar de outras, faz-nos ser mais justos.
Desejo dia feliz. Obrigada pelo comentário.