quinta-feira, 22 de outubro de 2020

Lisboa do mundo - mas este ano tão nossa...

Lisboa Bela...

com as suas ruas pitorescas,

onde  espreitam colinas debruadas de azul,

aquecida pelo sol de Outono,

que abraça lentamente as ruelas e becos mais estreitos.


Lisboa meio adormecida...

neste ano tão atípico, que esvaziou as ruas

e deixou esplanadas fantasmas à espera de gente,

e tuque-tuques alinhados na berma da estrada aguardando turistas.


Lisboa do mundo - mas este ano tão nossa...

que nos convida a percorrer

 a frente ribeirinha, transbordante de paz,

as ruas estreitas num estranho aconchego familiar,

os miradouros num admirar de beleza,

e os monumentos numa comunhão com a sua história.


Lisboa dos bairros típicos...

onde moram o fado, os arraiais e as procissões,

que não se deixaram morrer no tempo,

mas se eternizaram como alma do povo.


Lisboa - para conhecer e amar,

esta que é uma das mais belas

 e luminosas cidades.
















Benvinda Neves

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

Hora de Verão, hora de Inverno....

 

Todos iguais - todos diferentes...

Somos realmente todos diferentes.
Este fim de semana vem aí mais uma mudança de hora,
que para alguns, segundo dizem, não faz diferença nenhuma,
para outros como eu - é detestável.
"Ah - mas vai atrasar, até vais dormir mais uma hora"...
Mas eu sei que não vou - pelo contrário, 
vou acordar à hora do costume 
ficar a rebolar na cama até serem horas "decentes" para me levantar
e levar quinze dias ou mais com o humor alterado 
pela dificuldade de adaptação, 
pelas noites ainda mais mal dormidas
e pelas dores de cabeça que origina a falta de descanso.
Quem se lembrou de criar esta moda de "hora" para a frente, "hora" para trás, 
não tinha de certeza problemas de insónia. 
Como sempre os interesses económicos, acima de todos os outros...
com as consequências colaterais, que não são medidas,
em prioridade dos benefícios imediatos - no reino dos cifrões.
O mundo gira sempre em função do dinheiro.
Vi o ano passado uma sondagem - e são mesmo muitas as pessoas que,
tal como eu, se ressentem. 
Vários estudos comprovam que é prejudicial à saúde.
Hora de Verão, hora de Inverno....
não duvido, qual gosto mais, pois para mim 
os dias são sempre pequenos e as noites longas. 
Mas aceito qualquer uma - desde que de uma vez por todas 
se acertem os relógios.

Benvinda Neves



terça-feira, 20 de outubro de 2020

"Fizemos o percurso do elétrico 28"...

Desta vez a proposta veio da amiga São:

"Fizemos o percurso do elétrico 28"...

considerado dos passeios mais bonitos de Lisboa.

Entramos na Praça do Martim Moniz

e saímos obrigatoriamente no

Cemitério dos Prazeres, 

um dos belos miradouros da cidade.

Além da bonita vista, o cemitério é rico

em admiráveis obras de arte.

De regresso ao "28",

passagem pela Praça Luís de Camões,

pelas ruas da Baixa, pelos miradouros de Alfama,

 subida à Graça, com fim no local de inicio.

Faz parte dos percursos turísticos,

é um passeio estupendo,

com a vantagem de não ter filas, por causa da pandemia. 




















Benvinda Neves 

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

"Jardim Botânico Tropical - em Belém"...

Vi na net que decorre durante dois fins de semana 

"Descobrir o Outono no Festival 

Jardins Abertos de Lisboa" ...

que permite a visita gratuita a alguns dos bonitos 

Jardins de Lisboa.

Foi assim que tive a ideia de apresentar 

à amiga São o bonito espaço verde que é o 

"Jardim Botânico Tropical - em Belém"...

Especializado em flora tropical,

é um lugar que já visitei algumas vezes,

mas onde volto sempre com prazer.

Desta vez, por causa dos espetáculos noturnos de luzes,

está povoado de criaturas  imaginarias de contos infantis,

dinossauros, plantas gigantes coloridas

e alguns animais da selva.

Observei com grande prazer que os animais 

que habitam livremente no parque, 

se adaptaram bem e são imensos os pavões,

patos, gansos que passeiam em grupos,

habituados à presença humana, 

vêm mesmo ter connosco, 

possivelmente na expectativa de nos ver comer.

Vi no outro dia um documentário sobre as aves urbanas,

como  transformam os hábitos e se adaptam

à vida nas nossas "florestas de betão".

Estes são uns felizardos, 

pois têm um espaço grande e proteção.



























Benvinda Neves