Despedimo-nos da segunda maior ilha do arquipélago:
"Ilha do Pico"...
com a sensação de que ali é grande a luta pela sobrevivência.
Os residentes tiveram que desbravar pedras para chegar ao solo.
Com as pedras construíram currais,
que protegem as suas vinhas dos ventos do mar
e as aquecem conservando o calor do sol
e tornando possível vida, onde nada parecia nascer.
Gente destemida, que talvez o desespero,
levava ao mar em barcaças minúsculas,
onde caçavam baleias, que eram o sustento da família.
A vida mudou e hoje possivelmente a vida é um pouco mais fácil,
mas acredito que a coragem e a resiliência
sejam genes transmitidos por gerações.
Como nos disse um ilhéu:
"O Pico não se visita, o Pico sente-se".
É sem duvida uma ilha diferente das demais.












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