sábado, 26 de outubro de 2019

"Passos com História" - Museu da Filigrana...


Mais um evento do grupo
"Passos com História"...
que desta vez marcou encontro no 
Largo de São Carlos, no Chiado,
para uma visita guiada ao 
Museu da Filigrana.

A filigrana é a arte de trabalhar o ouro ou a prata
com fios muito finos (podem ser da grossura de cabelos),
entrelaçados, que compõem peças ornamentais,
que são belíssimas obras de arte.

Este é o primeiro espaço museológico do país,
exclusivamente dedicado à filigrana 
e as peças são integralmente executadas 
por artesãos portugueses.

Foi-nos proporcionada gratuitamente,
uma visita guiada, com explicação e demonstração
do modo como se faz esta arte de ourives - tão bonita.

Ficámos a saber que nos foi trazida pelos Fenícios
e que existem símbolos que são icónicos, 
como as Arrecadas, os Brincos à Rainha, o Coração,
as Medalhas e o Colar de Contas.

Que o Coração surgiu como agradecimento da 
Rainha D. Maria I, pela bênção de ter tido um filho varão.
A parte de baixo simboliza o Sagrado Coração
de Jesus e a parte de cima a coroa.
Os brincos da rainha simbolizam o feminino, a fertilidade. 
A peça solta no meio, simboliza o ventre,
o filho ligado à mãe, mas ao mesmo tempo liberto.
Gostei especialmente desta explicação,
tão cheia de simbolismo.
Estes são os brincos que as mordomas 
usam nos cortejos - onde são rainhas.
As contas eram oferecidas às meninas,
nos aniversários e dias especiais,
quando casavam levavam o colar - ou a pulseira.
As arrecadas eram os brincos 
da população mais humilde.

Vimos como é trabalhada minuciosamente 
cada peça, preenchida e soldada, 
até à fase final.

Uma visita bonita e muito interessante.

Agradecimento ao Museu,
aos senhores que tiveram a disponibilidades
de tão bem nos receber
e agradecimento ao
"Passos com História"...
pela iniciativa. 









Benvinda Neves



quinta-feira, 24 de outubro de 2019

O Parque Eduardo VII ...


É o grande parque do centro de Lisboa
e é referencia, quando falamos 
sobre esta zona da cidade.

O Parque Eduardo VII ...
que são 25 hectares de zona verde,
foi rebaptizado em 1903, com o nome de 
"Parque Eduardo VII de Inglaterra",
após visita do monarca,
em homenagem à aliança entre os dois países.

No cimo um miradouro, com uma vista bonita 
sobre o relvado geométrico e sempre bem tratado.
Ladeado por duas avenidas largas,
cheias de árvores frondosas,
convida a passeios longos ou a sentar e relaxar,
esquecendo o "reboliço" da cidade.

Atrás do miradouro o monumento ao 
25 de Abril, da autoria de João Cutileiro,
tendo em cada lado, dois obeliscos, 
que faziam parte do antigo Parque da Liberdade.
Existe ainda o Jardim Amália Rodrigues,
em homenagem à diva do fado.

O parque termina na Praça Marquês de Pombal,
seguindo-se a Avenida da Liberdade,
também um belo corredor verde 
da Baixa de Lisboa.

Mais uma zona bonita da cidade...


















Benvinda Neves



Cemitério dos Prazeres...


Voltando ainda a sábado e ao 
Grupo Passos com História,
a caminhada começou no 
Cemitério dos Prazeres...
que ficamos a saber tem também visitas históricas.

Do que nos foi contado pelo 
Carlos Oliveira,
os cemitérios nasceram,
porque as igrejas deixaram de ter capacidade
para aí se enterrarem todos os corpos
e nos cemitérios construíram-se igrejas,
pelo culto religioso aos mortos.

O Cemitério dos Prazeres,
é o segundo maior de Lisboa
e foi mandado construir, a par com o do 
Alto de são João, em 1833, 
quando a cidade foi vitimada por um surto de cólera.

Como foi construído no lugar onde se situavam
os bairros residenciais aristocratas,
a opulência em vida é reflectida na morte
nos mausoléus e jazigos  
de arquitectura monumental e esculturas imponentes, 
que ocupam grande parte do cemitério.

Ali encontramos o maior mausoléu particular da Europa,
de D. Pedro de Sousa Holstein, Duque de Palmela,
com cerca de 200 corpos, 
cujo exterior recria um templo maçon.

Visitamos também a capela,
onde se situa a primeira sala de autopsias do país,
transformada em Núcleo Museológico desde 2001.

Segundo a lenda o nome Prazeres 
resulta de uma fonte antiga, 
onde terá aparecido a uma menina 
a Nossa Senhora dos Prazeres,
que lhe terá pedido que ali fosse erguida uma ermida.

Também reflectimos sobre o facto de o Cipreste 
ser a árvore predominante nos cemitérios:
é resistente, bonita, imponente, de folha persistente
e de raízes rectas - que crescem em profundidade
e não longitudinalmente.

Outra curiosidade, 
esta informada pelo senhor da portaria:
este cemitério tem uma colónia de vinte gatos,
esterilizados e ao cuidado dos funcionários,
com o objectivo de ajudarem
 no controle de pragas de roedores.

Muito mais haverá para aprendermos,
sobre este lugar onde apesar 
da aparente opulência de alguns,
o fim é o mesmo para todos - Ámen.

Fico maravilhada com estes
"Passos com História",
onde aprendo sempre tanto - gostei muito.
















Benvinda Neves




quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Felicidade...

A Felicidade é um caminho,
que nos leva sempre "aos outros"...

Somos mais felizes quando damos
e o melhor que podemos oferecer
é sempre a nossa presença e tempo,
 para estar com os que amamos.

De nada serve 
trabalhar arduamente para amealhar,
se os filhos crescem sem a presença dos pais
e os pais morrem, 
sem um bocadinho do tempo dos filhos.

A vida passa demasiado depressa,
para que a  maior preocupação seja a material.
Os bens físicos  são importantes,
mas nunca mais que os sentimentos.

Hoje vive-se muito para o trabalho
e constroem-se 
grandes impérios de solidão.

Serão sempre os sorrisos, os abraços e as conversas, 
o que nos levarão aos outros
e o que nos trarão de regresso o carinho que ofertamos.

Felicidade...
são "fragmentos" de tempo, 
que nos enchem a alma de luz e cor.










Benvinda Neves




terça-feira, 22 de outubro de 2019

Igreja de Santa Catarina...


Do passeio de sábado, do 
"Grupo Passos com História,"
na rota do Eléctrico 28, 
um dos pontos de paragem foi na 
Igreja de Santa Catarina...

Fica na Calçada do Combro, a caminho do Chiado
e se o exterior nos passar despercebido,
será pela quantidade de edifícios bonitos e sumptuosos
que há nesta zona da cidade.

O interior, completado em 1727, é Magnifico.
Os altares em talha dourada,
são uma das mais belas obras barrocas da cidade.
O tecto, também muito bonito 
é rococó e tem ainda 
um lindíssimo órgão em talha dourada.

Belíssimo este templo....












Benvinda Neves