segunda-feira, 7 de abril de 2014
domingo, 6 de abril de 2014
“O tempo” ou melhor “a falta de tempo”…
Um dia maravilhosamente Azul - ADORO.
As ruas estavam inundadas de gente e junto ao Tejo, era uma enchente.
Em dias assim, apetece cantar...aqui fica a
"Guitarra da Proa", numa homenagem à nossa Lisboa, à Guitarra portuguesa,
a Amália, grande fadista e a todas nós "MULHERES",
Que enchemos o mundo de Sentimentos.
Um Grande brinde à VIDA, num dia cheio de Luz.
“O tempo” ou melhor “a falta de tempo”…
Às vezes, é como se quisesse viver de uma vez…
Não que me comprometa com essa intenção,
Mas porque tenho sempre uma vontade enorme de fazer “tudo”.
Sou um bocado masoquista com a palavra “tempo”,
Penso nela
muitas vezes
E no quanto gostaria que fosse sempre mais…
Nunca me chega nem para metade dos meus projectos,
Ainda que o preencha todo.
Há pouco, ao volante de regresso a casa, dei comigo a pensar
Que estamos em mais um fim de domingo.
Critiquei-me mentalmente, como de costume:
Mais um fim-de-semana “Que não fiz nada”…
Sexta-feira jantar com amigos, sábado de manhã, compras,
Almoço de aniversário de amigas, tarde de tarefas domésticas,
Serão em família – sessão de cinema.
Domingo de manhã comprar presente de aniversário de sobrinha,
Levar umas pessoas a conhecer as Aldeias SOS,
Depois de almoço meia hora de caminhada no Guincho,
Buscar uma amiga que está temporariamente de canadianas,
Para lanchar junto ao Rio Tejo,
Visitar um amigo internado no hospital.
E…mais um fim-de-semana que passou vertiginosamente,
Sem que o tempo me ceda
Mais que os seus contados minutos certinhos.
Mais que os seus contados minutos certinhos.
É assim dia após dia, mês após mês, ano, após ano…
Dou comigo a matutar no tempo que me falta,
Para tudo o que não consigo fazer.
Preencho mentalmente a minha lista de prioridades,
Sempre “pessoas” no numero um,
Amigos, família, eu ou alguém que precise da minha presença,
Depois vem um rol enorme de “faltas”…
Sei que sou organizada – por isso só encontro um culpado
“O tempo” ou melhor “a falta de tempo”…
E interrogo-me:
Será que é assim com toda a gente?
Benvinda
Neves
Abril
2014
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Quando me perco, é sempre num lugar junto ao mar que me reencontro...
Quando me perco,
é sempre num lugar junto ao mar
que me reencontro...
Adoro todos os pontos que confluem para ele,
são caminhos que me guiam
na direcção do meu intimo.
Ali interpreto todos os sons,
todas as cores,
todas as cores,
todos os cheiros - todos falam e dizem
quem sou.
Guia - Cascais - Portugal
Benvinda
Neves
terça-feira, 1 de abril de 2014
Incendiou-se o campo …
Incendiou-se o campo …
Cheira a terra queimada, o bafo sufoca o respirar,
molham-se os olhos quando se perdem nos galhos enegrecidos,
e dói a alma que vagueia ainda por entre as cinzas.
Espalharam-se sementes em ventos de paixão,
que desabrocharam em tons rubros,
invadindo de cor e cheiro ao mesmo tempo todos os lugares.
Abraçámo-nos como o enlace da mesma raiz - fomos Um
e foi assim que cobertos de beijos,
flutuámos acima do mundo.
Não se interrogam os pássaros - voam e são felizes,
simplesmente porque é bom voar.
A natureza faz sempre promessas de renovação
aos campos ardidos…
Das cinzas voltará a brotar
Vida…
Benvinda Neves
Abril 2014
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