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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Muito para pensar...



Hoje, pela terceira vez este mês,
estive junto de amigos que se despediam
de entes queridos.

Devíamos conseguir encarar a morte
com a mesma naturalidade
com que aceitamos o nascimento e a vida.
Mas a verdade é que 
mesmo para os que temos fé,
é uma despedida dolorosa.

Gostei (ao contrário dos dois anteriores) 
das palavras do padre que hoje 
abençoou a cerimonia de "partida"
e houve três momentos que quero registar.

O convite a lembrar o momento mais feliz
partilhado com a pessoa falecida,
 e a guardar no coração como a memória que fica.

Referiu ainda, 
que tantas vezes nos lembramos 
de santos desconhecidos,
esquecendo que os mais chegados 
são na realidade os nossos santos, 
porque são esses que nos dão amor 
e nos fazem felizes.

Por fim - que não nascemos para trabalhar,
mas para amar.

A vida foi-nos dada para a apreciarmos 
e a aproveitarmos com amor.
O trabalho deve ser apenas uma consequência 
da própria vida.

Estamos errados 
sempre que não temos tempo para os outros,
porque temos que trabalhar.

Sábio este padre... 
deixou-me muito para  pensar...

Nascemos de mãos vazias,
partimos de mãos vazias,
que a gente leve o coração cheio.

Benvinda Neves