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quarta-feira, 6 de julho de 2016

Que não se confunda a palavra Amor...

Hoje no fim do trabalho
fui encontrar-me com uma amiga de infância
que está por cá, mas vive no Norte do País 
e que revi há cerca de três anos, 
após uma longa ausência de uns trinta anos.

Engraçado mantermos sentimentos fortes 
com algumas pessoas,
para muito além do tempo
e dos caminhos tão diferentes que escolhemos.

Continua a pessoa  simples e doce que lembro
e que tenho vontade de abraçar,
por sentir que dentro de nós a amizade não morreu.

Mas os seu olhos são tristes,
o sorriso desapareceu 
e as palavras são poucas, penosas 
e resignadas à sorte.

Fiquei tão feliz por a abraçar
e tão triste por a sentir 
"morrer antes do seu tempo"...

Como podemos ter um céu vermelho,
como o de hoje
e não vibrar como os pássaros 
na loucura da nossa liberdade?

Porque se "aprisionam" algumas pessoas,
numa falsa interpretação do Amor?

O Amor faz-nos brilhar os olhos, 
dobra-nos o sorriso
e quando nos rouba as palavras,
é por não o sabermos descrever.

Que não se confunda a palavra  Amor...







Benvinda Neves