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sábado, 10 de maio de 2014

Quem entra no nosso coração, na realidade não parte…



Quem entra no nosso coração,
na realidade não parte…

Hoje acordei nostálgica, acho que me deixei invadir pela serenidade do amanhecer. Enquanto tratava das plantas na varanda, a minha atenção foi interrompida pela louca correria de um bando de andorinhas barulhentas. Fui olhando o belíssimo céu azul que parecia pequeno para elas e de repente, estava numa daquelas viagens que fazemos, sem querer, pelo passado.

Saudade…não daquela que vem acompanhada de dor, mas da que nos deixa no rosto um prolongado sorriso porque o pensamento nos trás ao presente momentos de felicidade.

E o pensamento é como um novelo a cair por uma rampa…solta-se a ponta e nunca mais o conseguimos parar.
Lá vai descontrolado e só pára quando somos interrompidos por algo externo.
O meu galopa tantas vezes como um cavalo selvagem
que precisa de correr…correr…até se cansar.

Penso em como é tão verdadeira a afirmação de que quem parte deixa connosco um pedaço de si. Quase sempre “o melhor”,
pois de outra forma não os recordaríamos com tanta ternura.

Há pessoas que mesmo sem querer nos marcam para sempre e que nunca sairão de nós – ainda que o tempo as afaste.
Aceitar os outros, abrir-lhes o coração e deixa-los partir, sem nos amordaçarmos na nossa dor, será sempre grande prova de amor.

Todos temos receio que os nossos fantasmas nos vençam, porque é aí que se enlouquece. Amarro  os meus com todas as cordas da vontade que tenho de ser feliz. 
Que vença sempre o amor que tenho ao mundo e que a paixão nunca esmoreça – porque é a paixão que me sacode.

Quem entra no nosso coração, na realidade não parte…
Volta em muitos momentos que não se explicam.
Trás sorrisos, carinho, bem-estar, vem até com o cheiro,
Ainda que se demore apenas uns instantes.

Todos somos pessoas melhores, quando abrimos o coração,
Nele fica depositado o que de melhor recebemos dos outros.
Dar…faz-nos sentir o quanto recebemos.
É por isso que a minha saudade de hoje
Me trás este prolongado sorriso.

Benvinda Neves

Maio 2014