Google+ Badge

sexta-feira, 28 de março de 2014

Roupas…




Roupas…

Ontem ou hoje – o corpo é o mesmo, mas a verdade é que o humor varia.
Não nos sentimos iguais todos os dias e é como se na nossa última camada de pele estivesse tatuado aquilo que sentimos – os outros dão por isso.
Percebem se estamos em dia “sim ou dia não”.

Quando acordo com o astral “em cima”, ao abrir os olhos já aquele sorriso
“meio-estúpido “ está no rosto e prolonga-se por todo o dia - nenhuma razão em especial. Assumo simplesmente: “hoje acordei feliz” – sem explicação para o diferenciar dos outros acordares.

Nesses dias tenho uma necessidade maior de caprichar na “vestimenta” – como sendo imperioso que o brilho interior contamine a imagem.
Nos dias “não,” é quase - “qualquer coisa serve”.

As cores são escolhidas conforme a disposição, sem que tenhamos consciência de que o fazemos. Por isso acontece termos que trocar roupas que noutros dias nos fizeram sentir tão bem. 
A imagem fala, sem que precisemos de descrever como nos sentimos.

Há uma correspondência directa entre o que vestimos e o nosso estado de humor.
Penso que nós “mulheres” temos necessidade de mais roupas e mais variadas que os “homens”, precisamente porque nos caracteriza uma grande variação de humor.

Senão vejamos, qual de nós aguentaria vestir fato escuro com camisa clara durante 365 dias seguidos, ano após ano?
Só mesmo uma criatura cujo temperamento varie numa linha recta.
O meu varia entre picos positivos e negativos, por vezes no espaço curto de umas horas.

Ocorreu-me outro dia, que me apeteceu vestir vermelho, que a roupa tem em nós o mesmo efeito para o “olhar”, que as penas nas aves.

Podemos vestir-nos sóbrias, como um melro ou exuberantes, como as aves do paraíso.
Quanto mais coloridas e vistosas, maior o poder de atracção.

É estranho pensar neste poder, pois o curioso é que as aves não as tiram…

Quando despidas, devíamos sentir-nos, como “Sanção sem o cabelo”- mas a verdade é que as roupas a que damos tanta importância perdem toda a prioridade quando as tiramos.

Benvinda Neves
Março 2014