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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Marés…



Marés…

Oiço a cadenciada rebentação das ondas …
Num ritmo ora frenético, ora calmo.

Vem de dentro, tenho a certeza,
Umas vezes com impetuosidade outras com melancolia,
Numa musica ditada pela alma,
Sempre viva e jovem,
Na procura incessante de a si mesmo entender.

Há doçura e perigo no magnetismo que vem das marés,
Como uivos de desejo que se abatem sobre a praia
Ou sussurros que soltam,
Quando se espraiam em espuma sobre a areia.

Atrai-me a forma como se desfazem as ondas,
Sem que entenda porque o fazem.
Morrem em exibições de beleza,
Como quem corteja o mundo
E se deixa nele desfalecer.

Alma que dança ao desvario
E se perde nos braços, cansada,
Numa exibição que estonteia.

Perco a razão e enlouqueço,
Não sei se deixo de ser…
Ou se simplesmente me dispo e mostro.

É esta agitação de marés que melhor me descreve.
Ora calma…ora agitada,

Que oceano sem ondas não é mar…


Benvinda Neves
Fevereiro 2014