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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Céu Azul, que me contagia...





















É este céu azul que me contagia …

Tem dias em que o “interior” não cabe cá dentro,
É difícil controlar o seu crescimento,
Que fica maior que o corpo que o devia conter.

Parece loucura
O tão grande desejo de liberdade,
Como se um casulo apertado
Prendesse toda a vontade de voar.

Culpo este céu azul que me contagia
E por aquela janela pequena me desafia
Fazendo convite
Para que me envolva com o dia.

Sedutor, luminoso, apetecível,
Este límpido dia de Inverno,
Que leva a alma e a conquista,
Deixando-a humildemente rendida a seus pés.

 Não há tristeza quando o sol brilha,
Todas as cores são vida e alegria.

Este bocadinho de céu
É a viagem sem fim,
Que não limita o sonho.

Por momentos... visto-me de ilusão
E desfruto o prazer
De deixar sair livre o pensamento,

O único que consegue transpor paredes
E sair em Liberdade…


 Benvinda Neves
31 Janeiro 2013

Há alturas em que um "Pontão" pode ser um "Mundo"


Há alturas em que um "Pontão" pode ser um "Mundo"
- Tem espaço para Todos -
31 Janeiro 2013 - Estoril - Tamariz







quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

"Magnetismo "...


O "Magnetismo... " 
do Mar ou
 Uma Imensa "Solidão"?




Benvinda Neves


Cascais - final de dia...

Cascais - final de dia 30 de Janeiro 2013

Parece que alguém mandou 
"doirar" a tarde








Benvinda Neves

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Silêncio...







Silêncio...

Calmo e sereno é o instante que nos envolve…
Sem contudo deixar de ser único e sentido.
Adivinha-se partilha neste silêncio que nos abraça
Testemunha da cumplicidade e do sentir.
E são os olhos, os gestos e os serenos sorrisos
Que no silêncio falam
E tudo dizem sem que a boca o pronuncie.
É magico este silêncio que nos envolve,
Tornando-nos tão próximos e tão unos,
Que poderia jurar que o resto do mundo adormeceu
Enquanto palavras e pensamentos se perderam.
É o silêncio que em momentos,
Connosco caminha de mão dada,
Em harmonia com o mundo
E partilha os fins de tarde ou as noites junto ao mar.
O mesmo silêncio discretamente
Invade a nossa intimidade
E connosco divide o prazer de adormecermos abraçados.
Tantas vezes nos acompanha este silêncio,
Que me deleito no adivinhar do próximo,
Por saber que com ele virá
Tranquilidade, partilha e paixão…
Sabe muito bem este nosso silêncio.


16 Fevereiro de 2012
Benvinda Neves




(outro dia disse que também gosto de "alguns" silêncios...)



sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Tempestade...






Tempestade…


Abriu-se em desespero o céu de Inverno.
Caiu uma chuva abrupta 
e contínua que tudo alagou.

Entrou por todas as frestas
da alma desprevenida,
Invadiu e inundou todo o ser.

Quis o peito sufocado
dizer tudo o que sentia,
Mas não encontrou palavras
ou gestos que o descrevessem
E foi na torrente invasora
que abafou toda a sua dor.

A trovoada que rasgou o horizonte
tão negro,
Despertou sentimentos contraditórios,
como os daquele céu dividido.

O medo do som ensurdecedor,
que ecoa e arrepia,
Contrasta com a beleza da espada de fogo, 
Que abre rasgos que ligam céu e terra.

Debate-se a alma,
também dividida.
Como se os trovões fossem gritos de dor
E os raios a beleza
de tudo o que quer registar para sempre.

Beijos que se guardam,
como tempestades de desejo.
Com o poder de incendiar
e iluminar a escuridão,
Criam a ilusão de que o momento
é imortal e divino.

Ninguém esquece
uma tempestade que foi forte.
Acorda o instinto de sobrevivência
E faz-nos sentir a importância de estar vivo.

Sentimentos são forças da natureza,
Quase sempre serenos,
Mas que explodem por vezes com violência.

Só o Tempo tem o poder
De reajustar todos os elementos.


Benvinda Neves
25 Janeiro 2013










segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Céu e Mar...


Céu e Mar...
















Céu e Mar…


O mar acalmou…

Não há despojos na praia, 


porque o mar os trouxe e o mar os levou.

Tudo voltou ao seu lugar 


e na serenidade dos teus olhos,

Vejo uma linha recta lá longe, muito longe,


No sítio onde o céu toca o mar.



A areia está lisa


e brilha resplandecente como cama de oiro,

Que convida a deitar.



Cansei de correr mar dentro


tentando tocar o céu,

Sem descobrir onde acabava o mar.



Vou deitar-me na praia,


céu e mar desfrutar.


Longe lá longe,


Na inalcançável linha do horizonte,


Estão teus olhos perdidos.




21 de Janeiro2013
Benvinda Neves



quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Voo e "Restolho" como os Pássaros...


















Voo e "restolho" como os pássaros...



Pensas que me conheces, 
Mas nem sabes que voo e restolho como os pássaros.
Perco-me por vezes, pelo simples facto, que o céu é imenso 
E as nuvens nem sempre me indicam a direcção.

Porque gosto de me surpreender,
Às vezes sigo o vento.
O vento é tão doido quanto eu,
Que vou na sua pressa desenfreada de chegar,
Na consciente despreocupação com o destino.
Rodopios, remoinhos e correria,
Estão presentes na mente de quem assume viajar com ele.
Tanta surpresa, acorda a minha parte "insana",
Rouba-me o fôlego,
Por me despertar sentimentos desmedidos e contraditórios,
Que me elegem deusa num dia e criatura invisível no outro.
Por vezes louca de dor, prometo não voltar a seguir o vento,
Mas quando passa e assobia,
Não resisto ao desafio de mais uma correria.

Quando dorida,
Deixo-me flutuar na brisa amena e suave, que envolve os dias azuis.
Parece que adormeço na ténue segurança que me embala,
É como pairar sobre o mundo, sem chegar a tocar-lhe.
Lá do alto tudo parece lindo e apetecível,
Mas o torpor em que mergulha uma alma abalada,
Rouba-me a vontade de experimentar.
De cima, só se assiste à vida,
Tudo se vê e todos nos vêm,
Mas tão longe é,
Que não há som, não há cheiro, não há sabor.
Ninguém nos toca,
Por ser tão grande a distância.


Quando cansada,
Escolho uma árvore frondosa,
E lá me aninho e restolho, como todos os pássaros.
Quase sucumbi algumas vezes,
Pois Prefiro morrer de fadiga
Que escolher uma árvore Nua.
Mas as árvores também enganam,
Muitas perdem as folhas quando chega o Inverno.

Não sei diferenciar as de folha persistente.


Benvinda Neves
Janeiro 2013

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

"As Árvores Dançam ao Entardecer"...

Uma foto "Belíssima" de um artista Moldavo, retirada de um email.
Se tivesse que lhe dar nome, seria:

"As Árvores Dançam ao Entardecer"...
(Como toda a natureza).

O entardecer é especialmente belo.
Pelas cores, mas sobretudo pela sensação de liberdade.

É a única altura do dia em que sinto que "o dia é meu".

O sair do trabalho,
poder ir onde quiser, o tempo que entender
e fazer o que me apetecer, é realmente muito bom.

Tem dias que me apetece dançar,
como estas árvores,
dançar - sem precisar dos pés no chão.

O resto do dia sou "Prisioneira".



segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Pessoas são como Cursos de Água ...
























Pessoas são como cursos de água
no ciclo da vida.

Há pessoas que são como Lagos,
águas calmas, quase sempre estagnadas.
Aquecem quando o sol lhes bate
e arrefecem em dias de inverno.
Reflectem como espelhos
as imagens que neles se projectam,
Difícil saber a sua profundidade,
impossível adivinhar-lhe sentimentos.

Há pessoas que são como Riachos,
pequenos, quase insignificantes,
Desorientados no seu percurso,
ou secam e morrem,
Ou procuram um braço maior
que os leve no caminho.
São dóceis, completamente dependentes,
Gratos por quem lhes decida a vida.


Há pessoas que são Rios,
percorrem longos caminhos,
Insistentes,
escavam leitos grandes ao longo do tempo.
Não se detêm na passagem
e correm ora calmos ora velozes,
Alimentam vida
em todos os locais por onde passam.
São temperamentais,
férteis mas nem sempre seguros,
Apenas se espraiando quando encontram a foz.

Há pessoas que são como Nascentes,
são o início, geram tudo.
Delas brota vida,
que se espalha e alimenta caudais.
São musicalidade,
fervilhantes, intensas, místicas e espirituais,
São a fé e o começo de todas as águas.

Há pessoas que são Mares,
revoltos ou calmos,
Mas com a certeza que têm marés.
De tão grandes e profundos parecem infinitos.

Como um chamamento,
Para eles convergem todos os cursos.

Sempre que outra Água se cruza com a nossa
Torna-mo-nos Maiores...


14 Janeiro 20123
Benvinda Neves


sábado, 12 de janeiro de 2013

Se os Homens escutassem...

Se os Homens escutassem...



















Se os Homens escutassem…
Poderiam entender o que dizem as cores do céu,
Na imensidão do azul onde se perdem os pássaros.
Nos tons de cinza em que choram os dias,
Ou no vermelho fogo que tinge o horizonte
roubando-nos suspiros à alma.

Se os Homens escutassem…
Poderiam ouvir o que diz o mar,
Na incansável cadencia com que abraça a terra,
Na hipnotizante beleza com que se mostra diferente em cada dia,
Ou no enigmático fascínio com que nos desperta o sonhar.

Se os Homens escutassem…
Poderiam ouvir o que diz o vento,
Na sua força, impetuosidade ou graciosidade 
Quando percorre um campo impelindo vida no movimento,
Ou transmitindo-nos liberdade,
Quando se transforma em brisa e nos afaga docemente.

Se os Homens escutassem…
Poderiam ouvir o que dizem as nuvens,
Nas suas mil formas de vestir,
O que dizem os pássaros nos seus cantos,
O que diz uma planta que nasceu num ermo,
O que diz toda a natureza.

Se os Homens escutassem…
Saberiam que toda a natureza é diálogo,
que nos fala
até na quietude dos seus silêncios. 


12 Janeiro 2013
Benvinda Neves




sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Final do dia...sempre diferentes, sempre lindos

Final do dia - sempre diferentes, sempre lindos...

(Estoril / Cascais - 07 Janeiro 2013)






 São estas as cores com que gosto de ver o mundo "quentes,

 vivas, tranquilas" - sobretudo porque hoje é um dia de Inverno.


Benvinda Neves






sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Vontade de Sonhar...




Vontade de Sonhar …

Hoje acordei leve...                                                                                                            
Levezinha e invisível num universo imenso.
Cruzei-me com o mundo,
Mas foi como se não existisse.
Ninguém me viu no meio da multidão,
Conquanto caminhássemos lado a lado.
Olhei-os nos olhos,
Olhos que me olharam sem ver.
Interroguei-me no silêncio
E foram os silêncios que me responderam.

Experimentei sorrir e tive um sorriso como oferta.
Então é isso...
Basta Não sorrir
E serei invisível mesmo na enchente do mundo.

Foi quando me ocorreu:
Se não tenho corpo nem rosto,
Então posso ser o que quiser.

Então sou nuvem, 
Grande, pequena, com forma ou disforme
Negra, branca ou quase transparente, não importa,
Sou nuvem num céu imenso,
Caprichosamente anunciando o tempo.

Sou árvore frondosa de ramos compridos
E frutos doces e carnudos,
Com uma sombra grande
Em cujo colo se saboreia o lazer.

Sou terra húmida, quente, acolhedora e fértil,
Que todos precisam
E desejam para se sentirem seguros.

Sou mar…mar imenso de mil cores,
Tudo liga e a todos convido a sonhar,
Fazendo promessas,
Que nem sempre posso cumprir,
Mas em que gostamos de acreditar.


Sou estrela minúscula e brilhante
Na escuridão do firmamento,
Piscando incessantemente, oferecendo desejos
E provando que mesmo sendo muito pequenos
Podemos sempre ser visíveis.

Sou rio, longo, forte, e determinado,
Que não me canso do percurso ser difícil
E igual todos os dias.

Sou lua de sonhos, esperança e ilusões,
Ora grande ora pequena,
Sempre tentando que a noite tenha algum brilho.

Sou vento que trás promessas
E ameniza os dias quentes.

Sou chuva que rega os campos,
Ou sou somente um campo de papoilas.

Hoje…sou tudo o que quiser…

Porque hoje acordei leve…
Levezinha, invisível, mas com uma
Grande vontade de sonhar.



09 Setembro 2012
Benvinda Neves