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quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Sentimentos…




Sentimentos…

Tenho sentimentos que são como flores campestres
Nascidas em prados selvagens.

Não sei explicar como nascem,
Mas crescem sem que os semeie,
Salpicando de cor e invadindo de cheiro,
Os montes desertos que percorro por vezes,
Ou as planícies verdes que me sobem da alma.

Também nascem em zonas rochosa,
Surpreendendo-me a forma como se desenvolvem,
Quando me parecia reduzida a sua esperança de vida.

Há flores simples, frágeis e bonitas
Que nascem despreocupadas
Em campos que alagam no Inverno,
Em montes que não têm sombra,
Ou em chão duro e árido,
Sendo toda a sua vida uma luta pela sobrevivência.
Mas amam a vida que lhes é dada.

Há flores que plantamos e cuidamos
E que morrem, sem que as vejamos crescer.

Há sentimentos que nascem e crescem livres,
Sem que os semeemos,
Outros que plantamos e cuidamos,
Que morrem apesar do nos empenharmos neles.

Benvinda Neves
Outubro 2013