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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nem bem…nem mal disposta…



Nem bem…nem mal disposta…

Há dias assim… como o de hoje, em que não posso dizer que acordei mal disposta, mas também não acordei bem-disposta.

Sonhei imenso, uns atrás dos outros, sonhos em turbilhões, numa mistura enorme entre passado, presente e fantasia – às vezes acordo baralhada.
Tenho esta péssima “mania” de fazer durante a noite “coquetel” extravagante em que misturo o que não devia e com uma realidade tal que me leva a acordar.

Seja essa a razão ou outra qualquer, apesar de me ter deitado perto da uma da manhã, acordei às cinco, bem-disposta – até tactear na escuridão para acender a luz, olhar para o relógio e ficar “meio-telhuda”- não me vou levantar a esta hora.

Gostava mesmo de conseguir dormir bem…não sei porque acordo, quando sinto que precisava ter dormido mais.
Pareço um zombie nas primeiras horas da manhã, demoro a fazer tudo e preciso de muito tempo, porque detesto que o dia comece com pressa.
Que ninguém tenha que esperar por mim, porque mesmo que não me diga nada, tenho a certeza que está a apressar-me e isso deixa-me irritada.
Odeio esperar, mas odeio igualmente que me esperem.

Hoje foi mesmo daqueles dias em que precisei de muito mais tempo…
Tenho um roupeiro com um tamanho razoável, onde guardo apenas a roupa da época, mas bem me fartei de olhar lá para dentro, com as portas escancaradas e nada naquele maldito armário me agradava.
Talvez “mude” durante a noite, mas tem manhãs em que tudo me fica horrível:
 “-Como raio me está isto hoje tão apertado? Pareço um salpicão”
“-Olha a treta deste tecido deve dar de si, não me lembro disto me ficar tão largo, parece um saco.”
 “-Não vou pôr esta cor hoje, vou parecer um cadáver...”
“-Isto não fica nada bem com os sapatos nem com a mala e esses não vou trocar…”
“Onde  é que eu tinha a cabeça quando comprei isto, nunca vou vestir, nem parece meu…”

Podia enumerar mais uma dúzia de pensamentos que me ocorrem, mas a realidade é que a única frase verdadeira é:
“Droga, hoje não me apetece vestir nada, porque não me apetecia sair para ir trabalhar.”
Se fosse para ir passear à beira-mar, tenho a certeza que qualquer coisa servia.

Cerca de uma hora depois entro na cozinha para o pequeno-almoço, ainda meio-convencida, mas pronta.

Depois foi aquilo que podemos chamar a cereja no topo do bolo – quando retiro a caneca do leite quente, bato com ela na porta do micro-ondas e fico com o vestido a pingar…

Conclusão, uma mulher só precisa de cinco minutos para se arranjar – pois julgo que foi exactamente o tempo que demorei a escolher outro vestido a vestir-me e a sair de casa.

Benvinda Neves

26 Setembro 2013