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terça-feira, 9 de julho de 2013

Flor Solitária…






Flor Solitária…

Não tem cheiro de inocência,
Só de perdição e pecado,
Contra tudo o que era previsível,
Nasceu uma flor no meio da praia.

Alimenta-se do mar, da areia e das estrelas
E perguntam-se as vozes que passam,
Como pode uma flor conseguir por ali viver.

Indiferente a quem fala,
Ela abre as pétalas todos os dias,
Sorri ao mar,
Segue o sol
E agarra-se com força ao areal.

Como podem as vozes sábias,
Desconhecer que ninguém escolhe onde nascer?

A praia até ali ignorada,
Sorri envaidecida,
Pois o mundo que tanto gosta de alcunhar,
Conhece-a agora pela 
"Praia da Flor Solitária".


Benvinda Neves

Julho 2013