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domingo, 14 de julho de 2013

Enlouqueço… (de vez em quando)



Enlouqueço… (de vez em quando)

Interrogo-me tantas vezes se resido sozinha nesta dualidade
De um dia ser tudo azul e brilhante
E no outro tudo nublado e triste.

Um dia moro numa ponta do mundo,
No outro no extremo oposto
E o grave é não encontrar vontade de escolher o meio.

A vida quando é morna, enche-me de tédio,
Tenho que abanar, sossegar, concordar,
Contestar, abraçar, afastar, beijar sorrir, ou chorar,
Mas tenho que sentir…

Prefiro chorar ou gargalhar, que dizer que nada sinto.

Sou como o tempo,
Azul e quente ou frio e cinzento.

Vivo entre esta metade insaciada de mim,
Que chora, reclama e protesta
E a outra metade já domada,
Que grata se sente feliz e olha o mundo como um berço seguro e colorido
Onde a natureza, nossa mãe, nos adormece com canções de embalar.

Estou convencida que a rotina
É uma doença que lentamente se apodera do corpo
E a curto ou longo prazo nos faz adoecer…

Pergunto-me se terá o mundo parte da minha loucura,
Ou serei só eu,
Que enlouqueço de vez em quando…

Benvinda Neves

Julho 2013