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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

As flores falam-me…

As flores falam-me…

Falam-me no majestoso silêncio com que heroicamente se mantêm de pé.
Simples, frágeis, resistentes, belas, tão diversas e únicas na sua identidade,
Baralhando-me na indecisão de escolher se alguma prefiro.
Falam-me…
Nas cores vivas com que pintam o mundo
E dizem-me que em cada cor posso adivinhar um sonho ou um desejo.
Que cada sonho é colorido pelos tons vivos da paixão,
Pelos tons suaves do amor, ou pelos tons campestres da amizade.
E assim as amo, vermelhas, rubras, rosa, brancas, amarelas, lilases,
Porque em todas as cores adivinho desejos e me despertam os sentidos.
As flores falam-me…
Dizem-me o que morre em cada pétala que cai.
Bocados de vida que se soltam no tempo,
Partes que se extinguem anunciando um fim, mas não a morte.
Ciclos que se sucedem entre o quase morrer para de novo renascer,
Com lições de vida,
Que me dizem o quanto preciso lutar para me sentir forte e viva.
Falam-me…
Nos odores suaves que libertam,
Lembrando-me que cada cheiro faz parte da nossa identidade.
Há cheiros que nunca esqueceremos 
E que associaremos para sempre a ternura e sorrisos.
As flores falam-me e dizem quem sou.
Dizem-me que o mundo não precisa reparar em mim para que me mantenha de pé.
Dizem que preciso de me libertar para poder renascer,
Que preciso de cores para poder sonhar
Que preciso de cheiros para poder recordar,
E preciso amar para me sentir feliz.

 Benvinda Neves – Nov. 2012