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sábado, 1 de dezembro de 2012

Perdi-me, algures entre a tarde e o anoitecer…















 
 
Perdi-me...
Algures entre a tarde e o anoitecer…
 
Era um dia como os de verão,
As cores os cheiros fortes e o calor a convidar ao sonho.
 
Gosto de sonhar…
Flutuar no tempo entre o que é e o que gostaria que fosse,
Com olhos de artista, e alma de louca, que tudo ama como se fosse seu.
 
Distrai-me na contemplação do caminho.
Longo, infinito convidativo com chamamentos e braços abertos para me receber.
 
E eu gosto de braços acolhedores…
Gosto de colo, gosto de cores, gosto de cheiros.
Gosto de percorrer caminhos novos, gosto do carinho de ser bem acolhida.
 
Talvez tenham sido as cores do céu
Que acenderam tudo em redor e me contagiaram como fogo.
 
É o vermelho do sol no horizonte
Que faz promessas para o amanhã,
Em cores onde se esquece anunciam a noite.
 
Quero aproveitar este fim de dia…
Soberbo, quente e desejável.
 
Não importa que o crepúsculo dure só umas horas,
Importa que sou feliz neste final de dia.
 
Perdi-me algures entre a tarde e o anoitecer…
Segui o chamamento de teus braços abertos,
Onde me encostei para que me embalasses e acalmasses a dor.
 
O sol já desceu todo o horizonte, Só resta o crepúsculo ténue alaranjado.
Desperto da letargia …
 
Ainda tenho um fio de luz para me guiar,
Novo caminho encontrar…Amanhã é novo dia.
 
Benvinda Neves
OUTUBRO 2012